Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Ninguém escreve à Alice

 

Ninguém Escreve à Alice

 

Era Outono e a tristeza
Caía naqueles lados
Como se dobrassem sinos
Com um toque de finados

O mundo chamava Alice
E ela sem vontade de ir
Tão cedo para estar amarga
Mais ainda para cair

Talvez uma só palavra
Talvez um só motivo
Pudesse mudar a agulha
Dum coração à deriva

Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice
Ninguém escreve à Alice

Até que veio o Inverno
Do seu descontentamento
Que lhe enregelou a alma
Com um frio mudo e lento

E uma noite foi para a rua
Com roupas de ritual
Ao longe brilhavam néons
Foi notícia no jornal

Talvez uma só palavra
Talvez um simples recado
Pudesse mudar a agulha
Dum coração desvairado

Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice

Mas o carteiro passou
Nada deixou nada disse
E o recado não chegou
Ninguém escreve à Alice

 

                                                      Letra: Carlos Tê

                                      Música: Rui Veloso

                                

 

publicado por Elisabete às 16:29
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1 comentário:
De maria joão Falcão a 1 de Dezembro de 2010 às 21:50
Olá, Elisabete! Fiquei contente por ter voltado. Não escrevi à Alice, tem razão de se queixar o R.V., mas para mim o princvipal é voltar a lê-la! Bem vinda -de novo- ao mundo da palavra!!!
Faz cá muita fallta!
Um beijinho
o falcão

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