Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

LEMBRAR...

 

[...]

Depois, lentamente, esqueceste.

Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:

Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste

Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.

Duas vezes no ano pensam em ti.

Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,

E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

[...]

 

Álvaro de Campos

 

 

 

 

 FERNANDO ANTÓNIO NOGUEIRA PESSOA

Um dos  maiores poetas da Língua Portuguesa, autor de "Mensagem" 


Morreu a  30 de Novembro de 1935, em Lisboa  

 

Nasceu a 13 de Junho de 1888, às 15 h., em Lisboa
 

 
 FERNANDO DE BULHÕES (SANTO ANTÓNIO)

Nasceu a 15 de Agosto de 1195, em Lisboa 


Morreu a 13 de Junho de 1231, em Pádua (Itália)


Monge franciscano (1220), padroeiro dos pobres e casamenteiro, conhecido como Santo Antonio de Pádua ou de Lisboa; canonizado pelo Papa Gregório IX (13/05/1232).

 

 

ÁLVARO BARREIRINHAS CUNHAL

Nasceu a  10 de Novembro de1913, em Coimbra 


Morreu a 13 de Junho de 2005, em Lisboa


Escritor e político; Secretário-Geral do PCP (Partido Comunista Português) de 1961 a 1992; um dos grandes opositores do Estado Novo. É preso, realizando uma das fugas mais espetaculares do regime, do Forte de Peniche.



 

 

JOSÉ FONTINHAS (EUGÉNIO DE ANDRADE)
 

Nasceu a  19 de Janeiro de 1923, em  Póvoa de Atalaia 


Morreu a  13 de Junho de 2005, no Porto  


Escritor e poeta de fama internacional, caracteriza-se pela importância dada à palavra. O tema central de sua poesia é a figuração do Homem, individual e colectivo.


 

 

 

 ALBERTO RAPOSO PIDWELL TAVARES (AL BERTO)

 

Nasceu a 11 de Janeiro de 1948, em Coimbra.

 

Morreu a 13 de Junho de 1997, em Lisboa.

 

Poeta de "O Medo", "Lunático" e "O Último Coração do Sonho", entre muitos outros.


 

 

Álvaro Cunhal

 há-de flutuar uma cidade...

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentado à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade

                                  Al Berto

 

Marchas de Santo António,

Lisboa

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

                     Eugénio de Andrade

 

publicado por Elisabete às 21:19
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