Sábado, 21 de Julho de 2007

COISAS SIMPLES

LUÍS PORTUGAL, vocalista do grupo portuense dos Anos 80, JÁFUMEGA.

"Coisas Simples" é o seu primeiro trabalho a solo, de 1992, no qual se inclui o tema  E.N. 109.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESTRADA NACIONAL 109

Já não há medo,

Um pouco de dor, talvez,

Filme de vida a rodar.

Última curva,

Último grito, e enfim...

Só este mundo a guardar.

 

 

Se eu pudesse prever o futuro,

Se o tivesse podido prever,

Cálida vida, pálido amanhecer.

 

 

Quem viesse apartar este muro,

Suspender esta pena de mim,

Doce modorra, fins de tarde sem fim...

Fins de tarde sem fim...

 

 

De olhos fechados,

Vejo as coisas tão bem.

Privilégio terminal,

Ciclo encerrado,

Desfecho iminente.

Que Deus existe, afinal?

 

 

Tantos anos contém um segundo.

Quantos mais deixarei de viver?

Beijos trocados, antes de adormecer.

 

 

Ah!... Quem viesse apartar este muro,

Suspender esta pena de mim,

Doce modorra, fins de tarde sem fim...

Fins de tarde sem fim...

Sem fim...

publicado por Elisabete às 23:25
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Uma Tarde em Faro

É frequente associar o aparecimento da velha Ossónoba (que foi um centro urbano importante no período da ocupação romana e que teria dado lugar à actual cidade de Faro) a um entreposto comercial que os fenícios fundaram, no morro da Sé, depois de terem fundado Gadir, por volta de 1000 a.C.

 

 

Este espaço está rodeado por muralhas que, segundo Levi-Provençal, foram mandadas construir, cerca do ano 900, por Bakr ben Yahya ben Bakr. Estás muralhas já existiam, portanto, quando a cidade foi conquistada por D. Afonso III, em 1249.

 

  

A descrição da forma como D. Afonso III, D. Paio Peres Corrêa (Mestre de Santiago), Pedro Estaço e João de Boim dispuseram as tropas, durante o cerco, mostram-nos que só existiam duas portas, a do Repouso e a da Vila (ou do Mar). A Porta Nova, só foi aberta em 1630, durante o domínio filipino.

 

Comecemos, então, o nosso passeio VILA ADENTRO, entrando pelo Arco da Vila

 ARCO DA VILA: De fachada neoclássica, do arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri, foi aberto na muralha e inaugurado em 1812, sob encomenda do bispo do Algarve, D. Francisco Gomes de Avelar, em substituição da antiga porta da Vila. Integra o nicho de S. Tomás de Aquino, padroeiro da cidade, desde o séc. XVII.

 

Para além doutras lápides, há uma que comemora a elevação de Faro à categoria de cidade por D. João III, em 1540.

No início RUA DO MUNICÍPIO [antiga Calçada da Igreja, Calçada do Bispo e Rua do Aljube (por ali ficar a prisão eclesiástica)], a RUA RASQUINHO, que vai até à Rua do Repouso e a RUA MONSENHOR BOTO (antiga Rua do Jardim e do Lyceu), que termina no Largo da Sé.

 

 

Dedicada a Monsenhor Joaquiem Maria Pereira Boto (Alhandra, 1851/1907), professor e vice-reitor do Seminário e cónego da Sé de Faro, levou a cabo importantes trabalhos arqueológicos, em particular no balneário romano de Estoi.

 

A Rua Rasquinho (que já foi Rua Garcia Parlemo, Rua do Cónego Penitenciário e Rua dos Cónegos) é dedicada a Joaquim José de Sousa Rasquinho (1736/1822), famoso pintor de Loulé. Foi, fundamentalmente, um autodidacta, mas tornou-se num exímio retratista e pintor. Em Faro, podemos ver deste artista: quadro de Nª. Senhora da Conceição (Câmara Municipal), quadro do Senhor Morto (Igreja de S. Pedro), tecto da Igreja do Carmo e o retrato oficial de D. Francisco Gomes de Avelar (Museu de Faro).

Rasquinho residiu nesta rua e foi pai do cónego Joaquim Manuel Rasquinho, figura importante e controversa do clero algarvio. Com a entrada dos Liberais no Algarve (24.06.1833), o bispo Bernardo António de Figueiredo, Miguelista, deixou a Diocese, sendo o governo do bispado assumido pelo cónego Rasquinho, até Novembro de 1835, que rejubilava com a chegada dos partidários de D. Pedro IV.

 

Em frente à esquina das Ruas Rasquinho e do Município, a seguinte lápide:

NO PORTO DE FARO

FUNDEARAM AS ARMADAS COM QUE

O INFANTE D. HENRIQUE TOMOU

PARTE NA EMPRESA DE CEUTA.

À SUA ÍNCLITA MEMÓRIA E À DOS SEUS
COMPANHEIROS DAQUI NATURAIS

1960 - V CENTENÁRIO DA SUA

MORTE EM SAGRES.

Aqui ficam os ninhos de cegonha e o brasão encontrado neste local.

 

 

 

 

Largo da Sé, tem como monumento central a Sé (antiga Igreja Mariz de Santa Maria), que teria sido edificada sobre uma antiga mesquita que, por sua vez, teria ocupado o espaço da igreja visigótica e do forum romano. O que é certo é que, em 1251, o arcebispo de Braga ordenou a sua construção a Frei Pelágio e a Frei Pedro. Só em 1270, no documento em que D. Afonso III doava o seu padroado à Ordem de S. Tiago, é referida como estando já construída.

A Igreja de Santa Maria passou a Catedral, na Sexta-Feira Santa, 30 de Março de 1577, quando a Diocese de Silves foi transferida para Faro e D. Jerónimo Osório aí oficiou pela primeira vez.

 

Têm sido avultados os estragos a que, por vezes, foi sujeita, como o incêndio de 1596, quando o conde de Essex vandalizou a cidade e arredores, e o terramoto de 1755.

Este sismo, ao arrasar as casas que existiam frente ao templo, deu origem ao Largo da Sé, que foi Praça D. Carlos (de 1897 a 1910) e Praça Almirante Cândido dos Reis (com a República).

O conjunto formado pelo Paço Episcopal, o Seminário Diocesano e a estátua de D. Francisco Gomes de Avelar é um recanto importante deste Largo.

A construção do primitivo Paço Episcopal deve-se ao primeiro bispo a residir na cidade, D. Afonso de Castelo Branco (1581-1585). Foi reconstruído, após o saque e o incêndio pelas tropas inglesas do Conde  de Essex, sendo um belo exemplar da arquitectura chã.

Muito danificado pelo terramoto de 1755, foi restaurado por D. Frei Lourenço de Santa Maria (1752-1782), a quem se deve a azulejaria do vestíbulo, a escadaria e três salas, conjunto importante da azulejaria rocaille, no Algarve.

 

O Seminário Diocesano foi construído, após a expulsão dos Jesuítas, em duas fases. Na primeira, a mando de D. José Maria de Mello (1787-1789), construiu-se a parte norte que está ligada ao  Paço, através dum passadiço ao nível do primeiro andar; a parte sul, da responsabilidade de Francisco Xavier Fabri, mandada edificar por D. Francisco Gomes de Avelar (1797-1808).

 

O monumento ao referido bispo, da autoria do escultor Raul Xavier, foi erigido, em 1940, pela Comissão de Iniciativas e Turismo de Faro, dirigida por Mário Lyster Franco, que contou com o apoio da autarquia, a que se associaram os outros municípios do Algarve. A inauguração foi presidida por Duarte Pacheco (algarvio e Ministro das Obras Públicas), representando o Presidente da República.

 

 Os PAÇOS DO CONCELHO erguem-se no local da antigas "Casas da Câmara", que eram constituídas por dois grandes compartimentos: a sala de sessões e a arrecadação. A Secretaria e a Tesouraria funcionavam em casa dos respectivos titulares.

A construção do edifício, na sua versão "moderna, foi decidida em 7 de Janeiro de 1876, graças à contracção dum empréstimo, garantido por um imposto sobre os veículos que entravam na cidade.

 

Como se vê, nas fotos, o ornamento vegetal do Largo é constituído por laranjeiras, como se compreende.

Uma das saídas do Largo, dá para a Rua da Porta Nova, ao fundo da qual se abriu, no período filipino a Porta Nova.

                                                           ARCO  DA  PORTA  NOVA

ARCO  DO  REPOUSO, porta de acesso às muralhas medievais, construída pelos árabes na época almóada (sécs. XII / XIII), como prevenção contra a invasão cristã. É formado por 2 torres albarrãs com duas entradas laterais. Um dos arcos foi entaipado em 1730 quando, por mando da rainha D. Mariana (mulher de D. João V e donatária da cidade), se construiu a Ermida de N. Srª do Repouso, tendo-se aberto nova entrada no séc. XIX.

 

Pelo Arco do Repouso (antiga Porta dos Freires), entrámos na Rua do Repouso, antes chamada Rua do Arco, que vai dar à Praça D. Afonso III, dedicada ao rei que terminou a conquista do Algarve.

 

Na Praça, antes designada Largo das Freiras e Terreiro das Freiras, situa-se o antigo Convento de N. Srª da Assunção, dos princípios do séc. XVI, no local da Judiaria, aí existente até 1496. A construção do convento foi iniciada por D. Leonor (terceira mulher de D. Manuel I) e concluída, em 1563, por sua irmã D. Catarina (mulher de D. João III). Sendo um dos melhores exemplares do Renascimento, no Algarve, ali se instalou, em 1973, o Museu Municipal de Faro.

  A meio da Praça ergue-se a estátua do rei D. Afonso III, de 1966.

 

 

No gaveto da Praça D. Marcelino Franco (antigo Largo do Bedel) com as Ruas José Maria Bandeiro e de S. Francisco, encontra-se o Palacete Belmarço, do importante comerciante e proprietário Manuel de Jesus Belmarço. Para além de grande benfeitor da Ordem Terceira de S. Francisco, Belmarço foi seu Ministro em 1909, qualidade em que fez parte da Comissão Administrativa de 1911, que geriu a instituição segundo a "lei de separação" entre a Igreja e o Estado.

De estilo revivalista, o Palacete Belmarço foi projectado, em 1912, pelo arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior, de Lisboa, que em Faro projectou, ainda, o Palácio do Alto, para o industrial Júdice Fialho.

Ainda na Praça D. Marcelino Franco, encontrei esta porta curiosa, com a cruz de Cristo como elemento decorativo em ferro:

 

Tudo isto, visto e fotografado, apenas na tarde do dia 2 de Julho de 2007.

publicado por Elisabete às 17:16
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Domingo, 15 de Julho de 2007

PANELA DE IMPRESSÃO

 
 
Não sei se já repararam, mas as marmitas e os tupperwares voltaram às empresas.

Sem que alguma vez tenham saído das fábricas.

Não se almoça, come-se qualquer coisa.

Nos supermercados dos grandes centros urbanos, há gente a pedir aparas de frango e de fiambre.

No interior do País, famílias insuspeitas recorrem aos cabazes alimentares distribuídos pelas câmaras.

Onde antes se tirava ao supérfluo hoje tira-se à comida.

Os filhos, a creche, as distâncias casa-trabalho, o empréstimo, os ordenados baixos, os aumentos inexistentes, as miragens do amanhã que tarda, não garantem a dignidade nem dão asas aos desejos.
 
Mas os salários de miséria convivem amiúde com expectativas de grandeza. Marcas, empresas, estrategas de marketing, bancos, governantes, artistas, modelos, futebolistas, convencem-nos de que podemos ter a vida que não conseguimos pagar.

Dizem-nos, insinuam, que podemos ter as férias do patrão. O gabinete e o bem bom.

A casa, o carro e o relógio do chefe.

Ir onde ele vai, frequentar o mesmo restaurante, o ginásio, o spa, o que tiver de ser. Ler o que ele lê para assim estarmos mais próximos da cadeira do poder.

«Se ele pode porque é que eu não posso?!», perguntamos, indignados.

Grande civilização esta que democratiza a ilusão, mas esconde o preço para sustentar a miragem.

No fundo, governos, empresas, bancos, dão-nos crédito ao sonho, mas dizem-se indisponíveis para ajudar-nos a pagar a realidade de todos os dias.

E nós vamos na conversa.

Queremos ser cada vez maiores e melhores.

Belos, giros, modernaços, actualizados, ambiciosos. Dantes, no tempo dos nossos avós, até a ambição era uma coisa feia, mal vista e frequentada. Tresandava a falta de escrúpulos. Hoje é condição obrigatória em anúncio de emprego no jornal.

Buscamos o amor e a paixão em livros de ocasião, as competências em manuais, as curas em técnicas orientais. Por vezes, no local de trabalho, dizem que somos indispensáveis. Falam de motivar equipas, libertar o génio que há em nós. Dão-nos cursos para nos tornarmos trabalhadores multi-qualquer-coisa, flexibilizar ritmos, encarar a insegurança na profissão como um desafio às nossas capacidades. Mas na mercearia, ao final do dia, ainda não aceitam elogios como pagamento.
 
Um dia, dizem-me alguns, ainda crédulos, isto vai estourar como uma panela de pressão.

Lamento desiludir: não vai.

Ficcionamos a vida como uma série de televisão. E gostamos de nos ver assim. Sempre à espera do próximo episódio. Do final feliz que não vem com a realidade.
 
Miguel Carvalho
A Devida Comédia
Visão on-line
publicado por Elisabete às 00:58
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

METADE

 

  

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com
fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos
suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
 
Oswaldo Montenegro (Compositor, cantor, actor e director teatral,
nascido no Rio de Janeiro, em 15 de Março de 1956)
publicado por Elisabete às 16:39
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