Sábado, 8 de Março de 2008

Parece que ninguém quer compreender...

O Diário de Notícias "desafiou" três ex-ministros da Educação e uma ex-secretária de Estado para avaliarem a actual Ministra da Educação, produzindo o artigo que se segue, que publicou hoje.
O que vou dizer é um imperativo da minha consciência, que me não  permite ignorar este movimento de tentativa de descrédito dos Professores.                                                                                      
1º. O DN agarra-se aos "dois dossiês que mais polémica têm causado: a avaliação dos professores e o novo modelo de gestão das escolas", apesar da grande maioria dos Professores que se tem pronunciado, fora do local não propício a conversas com profundidade e que são as  manifestações,  constantemente repetirem que estes documentos são apenas "a gota de água" que fez transbordar o copo, que se tem vindo a encher há muitos anos. Os problemas das Escolas são bem mais profundos e graves. E esta "gota de água" é dura de engolir porque quer castigar os professores pelos erros cometidos, precisamente, pelos ex's que foram, agora, consultados. As políticas educativas por eles implementadas e seguidas pela actual Ministra é que criarem uma Escola onde é impossível trabalhar e onde se aprende muito pouco.        
2º Como é possível que o DN tenha ido buscar alguns dos culpados do "pântano" para avaliar a política da Ministra? Estavam à espera que se condenassem a si próprios? Ou a pessoa que teve esta ideia é ingénua e não percebe o que se passa; ou está ao lado desta gente (os eduqués ou eduqueses)  que destruíram a Escola e estão a comprometer, seriamente, o futuro de Portugal.
Haja vergonha! Tenham a coragem de fazer qualquer coisa de novo, dando a palavra a Professores competentes e que, melhor que ninguém, conhecem a Escola. São muitos e, até agora, ninguém lhes deu voz.
Os Sindicatos representam grande parte dos Professores, mas não  representam todos. E mesmo os Sindicatos têm tido muito menos tempo de antena do que a Ministra e seus apaniguados, alguns deles também professores.
Infelizmente!                                                                                    
                                                                   
                                                                                      
Ministra aprovada por antecessores
 
PEDRO SOUSA TAVARES
 
Três ex-ministros da Educação e uma ex-secretária de Estado aceitaram o desafio do DN para avaliarem a actual situação política da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, bem como os dois dossiês que mais polémica têm causado: a avaliação dos professores e o novo modelo de gestão das escolas.

A primeira conclusão é que ninguém defende abertamente a sua saída, apesar de Ana Benavente deixar ao critério da ministra o diagnóstico da sua actual situação e de Maria do Carmo Seabra preferir não formular opinião sobre esse cenário.

São também as duas ex-governantes - a primeira socialista, a segunda titular da pasta da Educação no Governo PSD/CDS -, que mais dúvidas levantam em relação aos moldes em que será feita a avaliação dos professores, que não rejeitam à partida. Ana Benavente defende que o docente deve ser avaliado de forma integrada com a escola onde lecciona, enquanto Carmo Seabra considera que as notas dos alunos só devem contar se for efectivamente possível distinguir a parte da progressão académica destes que pode ser imputada ao trabalho do docente.

Entre os ex-ministros do sexo masculino, Júlio Pedrosa, actual presidente do Conselho Nacional de Educação, é o que maior sintonia revela com Maria de Lurdes Rodrigues. Já Veiga Simão, ministro reformador durante o Estado Novo, o único a assumir funções após o 25 de Abril (ainda que noutra pasta) num Governo constitucional, é também adepto das mudanças, mas aconselha mais diálogo.| Com PEDRO VILELA MARQUES e RITA CARVALHO
publicado por Elisabete às 11:27
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2 comentários:
De IBEL a 9 de Março de 2008 às 22:00
Elisabete,

Eles não querem diálogo, eles não querem as vozes de quem está no terreno, porque consideram-se os donos da verdade.
Aquela da ministra dizer que devem ser valorizados os professores que vão buscar os meninos a casa, essa não lembra ao diabo!
Eles querem esmagar, calcar, trucidar, empurrar para a reforma os mais velhos e obrigar os novos a lamber tudo que for preciso para manterem um lugarzinho de nevoeiro, porque o sol acabou para os jovens.
De Elisabete a 10 de Março de 2008 às 15:47
Ibel,

É verdade que eles não querem ver. É verdade que querem professores infelizes, mas... caladinhos.
Acho que chegou a hora dos Professores "pegarem no touro pelos cornos" e assumirem a liderança do processo.
Basta de psicólogos, psiquiatras, sociólogos e outros "ogos", com as suas visões distorcidas da realidade!
É agora ou nunca! Se não tivermos a coragem de dizer a verdade, sem medos, sem complexos, sem nos minimizarmos, este País está perdido.
Quem conhece os problemas das escolas são os Professores. É a eles que compete indicar o caminho para resolvê-los.
Não sei de viu o programa da Maria Elisa "E depois do adeus", na RTP1. Estiveram lá alguns dos que contribuíram e insistem no caos. Mas, também, apareceram outras vozes que vale a pena ouvir.
Manter esta situação não me parece possível. Só é pena que, por este caminho, as coisas ainda tenham de ser resolvidas na rua.
Um beijo grande e coragem!
A amiga que vos tem no coração,
Elisabete

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