Segunda-feira, 10 de Março de 2008

O DIREITO À DESOBEDIÊNCIA

Quando um  governante se torna prepotente, não admite que pode estar errado e segue políticas nocivas ao futuro do País, os cidadãos têm o

 

 

DIREITO À DESOBEDIÊNCIA

 

 

 

Os Professores, agrupados nos seus Departamentos, podem e devem exigir, aos Conselhos Executivos das suas Escolas, a suspensão de todos os trabalhos que visavam a consecução da avaliação dos Professores e do novo modelo de gestão das Escolas.

É obsceno impor, à força, diplomas com que ninguém consciente está de acordo, só para "salvar a cara" da Ministra ou, pior ainda, porque a cedência significará a caída do poder na rua. Dizem "os inteligentes" que, depois do que já aconteceu na saúde, o País se tornaria ingovernável.

Há uma maneira simples de resolver o problema: o Governo muda de política educativa, como mudou o local do novo aeroporto, exigido pela CIP.

Como vemos, o Governo trata de maneira diferente os trabalhadores e os patrões. O poder económico manda no Governo e o Governo, humilhado, vinga-se calcando os Professores (E outros trabalhadores, claro!).

Por que não podem os Professores apresentar um projecto que substitua o da Ministra, como fez a CIP com o Ministro Jamais (Para quem não sabe francês, lê-se Jamé)?

Já agora, para a Srª Socióloga e Ministra da Educação, o conselho de Vasco Graça Moura, no seu artigo "Entre a Vergonha e a Catástrofe":

 A senhora ministra da Educação fará aos contribuintes o subido obséquio de ler atentamente este livro.

publicado por Elisabete às 22:29
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2 comentários:
De Ibel a 13 de Março de 2008 às 21:09
Cada vez melhor, Elisabete! As sugestões que apresenta revelam grande lucidez, mas eles não vão ceder. Infelizmente, penso que não vão ceder. Os professores têm que se demarcar dos sindicatos e andar pelas próprias pernas.
Temo que os ânimos esmoreçam. A ver vamos. Eu vou lutar até mais não poder.
Há muitos professores da minha escola a ver o "luar", embora não deixem comentários.
O beijo de sempre.
De Elisabete a 14 de Março de 2008 às 00:50
Os ânimos não vão esmorecer, Ibel!
Também eu penso que, se calhar, vamos ter de ultrapassar os Sindicatos. Acredite que isso não me agrada, até porque o Governo tem procurado destruí-los. Mas quando sentimos, genuinamente, que a razão está do nosso lado, nada nos pode deter.
Hoje, fiquei comovida com o colega de Évora que foi receber um prémio à DREE, vestido de preto e com bandeira. Não o deixaram entrar, mas o dinheiro foi entregue, ao Executivo, para desenvolver o seu projecto.
Fiquei muito confiante porque nunca vi nada igual.
O que me preocupa mais são mentes bem intencionadas, mas complicadas, que não conseguem dar o salto.
A respeito da avaliação, lembrem-se que nos Açores (e creio que na Madeira) o diploma foi alterado e nem sequer há Professores titulares. É um precedente embora não chegue.
Desta vez é mesmo preciso ser revolucionário e varrer de vez com o "eduquês" e todas as tolices que se meteram nas cabeças dos "especialistas" da Educação. Especialistas somos nós. E não podemos deixar que nos minimizem.
Continuo a acreditar... E se não for a bem vai a mal!
A História prova-nos que, às vezes, sós as rupturas resultam. Nem que seja preciso ir, de vassoura e picareta, varrer aquela cambada de inúteis malvados que infestam o Ministério.
Estou a brincar... mas... não tanto como parece.
Vá lá, padeirinha! Coragem e coração ao alto!
Eu estou convosco. Até ao fim!!!
Um beijo grande
Elisabete

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