Sexta-feira, 14 de Março de 2008

SE EU FOSSE MINISTRA DA EDUCAÇÃO

Se eu fosse Ministra da Educação...
1.Partindo do princípio de que os Professores alguma razão têm para se manifestarem da maneira que se vê, suspendia diplomas e medidas, deixando que o sistema continuasse a funcionar como até aqui (incluindo a diferenciação entre Professores titulares e não titulares que, absurdamente, só existe no Continente). Criaria assim um espaço de acalmia, que permitisse a reflexão e discussão sobre todos os problemas que o Ensino enfrenta actualmente;
2.Deslocar-me-ia às Escolas para que, reunindo com os Professores, estes pudessem pôr em cima da mesa, sem medos ou constrangimentos, todos os motivos de preocupação e insatisfação, tanto em relação à sua função como em relação às políticas educativas seguidas;
3.Leria com atenção, por exemplo, os seguintes livros: A Pedagogia da Avestruz, de Gabriel Mithá Ribeiro, e O ‘Eduquês’ em Discurso Directo, de Nuno Crato;
4.Colocava os eduqueses nas Escolas a dar “aulinhas”, atolados nos papéis que produziram e a aturar meninos mal-educados. Era uma forma de  serem responsabilizados pelas asneiras que fizeram enquanto brincavam às experiências pedagógicas;
5.A partir dos dados recolhidos, tentaria reflectir, seriamente, sobre o objectivo central da Educação e, se as políticas que têm sido seguidas atingem, ou não, esse objectivo primordial;
6.Reconhecendo o papel do Professor como central no processo educativo, procuraria definir, de forma concreta e sem ambiguidades, o seu perfil adequado, isto é, definir os parâmetros de avaliação daquele que reconheceria como “bom Professor”.
******************
Senhora Ministra da Educação,
Sei que talvez já não seja possível o entendimento entre a Senhora e os Professores, mas sempre quero deixar-lhe algumas considerações e, quem sabe?, outros tantos conselhos.
A minha linguagem, propositadamente simples e perceptível por todos, não é inocente. É o contraponto à linguagem rebuscada e oca, mas linda!,  usada nos documentos emanados do Ministério  e inspirados pelos “especialistas em Ciências d Educação”.
É que penso que é chegado o tempo de chamar as coisas pelo nome e de ser pragmática. Os problemas da nossas escolas não podem já resolver-se pela imposição de um modelo que parte do nada. É preciso criar, e não copiar, um novo modelo que, assentando na realidade, procure resolver os muitos problemas da Escola portuguesa. Não estou a defender um modelo por escola. Estou a defender um MODELO único que tenha em conta os problemas comuns a todas as escolas. É que, por mais que queiram fazer-nos crer na existência de escolas problemáticas e de escolas não problemáticas, os Professores sabem muito bem que, em todas as escolas há turmas e alunos problemáticos. Sendo que o maior problema deles é ter caído numa Escola que premeia quem é preguiçoso, irresponsável e mal-educado.
Como já disse, não sei se a Senhora Ministra ainda está a tempo de fazer alguma coisa que valha a pena.
Ainda assim, se eu ocupasse o seu cargo, gostaria de ser recordada como a Ministra que, assumindo os seus erros, emendou a mão e acabou por deixar construídos os alicerces, sólidos e firmes, de uma nova Educação.
Envergonhar-me-ia, por outro lado, se deixasse um belo edifício, construído sobre areias movediças, que se vai enterrando, pouco a pouco, ou que uma leve brisa deita ao chão.
É que, Senhora Ministra, fazer reformas apressadas e sem consistência pode ser muito pior do que não reformar coisa alguma.
A REFORMA DO ENSINO TEM DE SER JUSTA PARA ALUNOS E PROFESSORES.

A REFORMA DO ENSINO TEM DE TER COMO RESULTADO A ELEVAÇÃO DO NÍVEL CULTURAL DOS CIDADÃOS PORTUGUESES.
publicado por Elisabete às 17:00
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