Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Feliz aniversário, Jorge Palma!

Muitos parabéns, Jorge!

 Obrigada pelas tuas músicas.

 

 

A Gente Vai Continuar

 

 

  

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

 

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

 

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

 

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

 

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

publicado por Elisabete às 00:33
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6 comentários:
De Ibel a 4 de Junho de 2008 às 22:28
Gosto muito das músicas e do talento do Jorge Palma. É uma das vozes portuguesas que eu prefiro. Tem letras e músicas fantásticas. Só lamento que ande a enveredar de novo por caminhos duvidosos que lhe estragam a saúde. O espectáculo que deu em Braga, na Queima das Fitas foi desastroso e lamentável. É mesmo pena...
De Elisabete a 5 de Junho de 2008 às 00:05
Já tinha ouvido falar desse episódio, e de outros, Ibel. Fico muito triste.
O Jorge Palma é fantástico. Infelizmente, grande parte dos artistas é excessiva. A lucidez e a sensibilidade, às vezes, são demasiado dolorosas.
Espero que ele consiga ultrapassar esta fase, como creio que já aconteceu antes.
De mar de bem a 2 de Julho de 2008 às 01:29
Conheci o Jorge Palma, ainda "menino" a tocar no "Musaico", o bar das "esquerdas líquidas" em Lisboa, nos idos anos 70/80. Sua Mãe, viúva, aparecia por lá para ver o seu menino, que não passava lá por casa para ela matar saudades. O Jorge pouco se importava com sua Mãe e isso sempre me fez confusão; andava quase sempre dopado, com alcóol ou drogas.
Admira-me é que ele ainda esteja vivo!!!
De Elisabete a 2 de Julho de 2008 às 22:49
Existir é tão doloroso, mar de bem!
Gosto muito dele, lamento que se destrua, mas como posso condená-lo?
Como dizia o José Gomes Ferreira, "Que sabemos nós dos outros?"
Um abraço
De mar de bem a 3 de Julho de 2008 às 00:36
Como posso condená-lo?
Condenar-me-ia primeiramente, por ir morrendo aos poucos ao permitir que os destroços do meu coração se atulhem na minha alma já cansada e com pouca vontade de enxergar as estrelas.
Como me disse o Daniel de Sá, não posso chorar tanto por ter perdido o sol, pois poderei deixar de ver as estrelas.
Então não achas, "Luar de Janeiro", que esta é outra forma de morte?
...aos poucos estou ressuscitando, para poder enxergar as estrelas...
...e o Jorge Palma, "malgré tout", é uma estrela!
De Elisabete a 4 de Julho de 2008 às 19:56
Mar de Bem,
Concordo com o Daniel de Sá. Faz muito bem em querer voltar a enxergar as estrelas. Há estrelas de todas as cores e de muitas formas: todas lindas!
Fique bem e coragem!
Um abraço
Elisabete

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