Sábado, 19 de Julho de 2008

DEGAS

Nenhuma arte é menos espontânea do que a minha.”
Degas

 

Auto-retrato

EDGAR DEGAS
[Paris,19.07.1834 – 27.09.1917]
 
Mulheres penteando-se
 
No grupo alegre e ruidoso do Café Guerbois, há alguém que destoa. É o taciturno Degas, marginal do Impressionismo. O seu aristocrático nome de origem, Edgar-Hilaire Germain de Gas, é suficiente para o distinguir de todos aqueles pintores da pequena e média burguesia que, nos finais do século XIX, preparam em Paris a grande revolução da arte moderna.
Até 1873, assina as suas obras como “De Gas”. Faz, depois, a junção das duas palavras, simplificando para Degas.
  

O Absinto

 

Apesar de pertencer ao grupo e de figurar na maioria das suas exposições, Degas cria uma obra singular. Exprime-se, sobretudo, pela linha, valorizando o desenho, ao contrário dos impressionistas que negligenciavam o desenho e buscavam desesperadamente a cor. Raramente pinta cenas ao ar livre; nos seus quadros a luz é artificial: a luz dos interiores das lojinhas, dos cafés, dos quartos de banho. Libertando-se da sua formação clássica, procura descobrir o inédito, agarrar os flagrantes da vida. Busca o efémero nos movimentos dos seres vivos: bailarinas, músicos, modistas, engomadeiras, cavalos.

 

Ensaio de Ballet

 

Mais apreciado, no seu tempo, pelos temas pouco comuns e tido por alguns críticos como um académico disfarçado de revolucionário, é hoje reconhecido como um dos artistas mais responsáveis pela evolução da pintura, pela sua preocupação em acompanhar e traduzir as transformações da sociedade e do homem.

 

publicado por Elisabete às 22:55
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