Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

O Rei Trovador

 

Non chegou, madr’, o meu amigo,
e hoj’ est’ o prazo saído!
Ai, madre, moiro d’amor!
 
Non chegou, madr’, o meu amado,
e hoj’ est’ o prazo passado!
Ai, madre, moiro d’amor!
 
E hoj’ est’ o prazo saído!
Porque mentiu o desmentido?
Ai, madre, moiro d’amor!
 
E hoj’ est’ o prazo passado!
Porque mentiu o perjurado?
Ai, madre, moiro d’amor!
 
Porque mentiu o desmentido?
Pesa-mi, pois per si é falido.
Ai, madre, moiro d’amor!
 
Porque mentiu o perjurado?
Pesa-mi, pois mentiu a seu grado.
Ai, madre, moiro d’amor!
 

Cantiga de amigo do rei D. Dinis

 

D. Dinis

[1279-1325]

 

6º rei de Portugal, filho de D. Afonso III  e

pai de D. Afonso IV.

Foi casado com D. Isabel de Aragão [Rainha Santa Isabel].

Fundou a 1ª Universidade portuguesa [o Estudo Geral], em

Lisboa e que, mais tarde, transferiu para Coimbra.

Tornou obrigatório o uso da Língua Portuguesa,

nos documentos oficiais. Antes, era utilizado o latim.

 

*****

Cantigas de amigo [lirismo amoroso feminino]: surgem quando os trovadores dão forma escrita, em galaico-português, a uma poesia de origem popular, já existente. É uma poesia simples destinada a ser cantada e dançada.

 

 

publicado por Elisabete às 21:28
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2 comentários:
De Ibel a 8 de Outubro de 2008 às 21:28
Já chegou, madre, a minha amiga
Lembrámos as flores colhidas
Ai, madre, que bons odores!

Beijinho!
De Elisabete a 8 de Outubro de 2008 às 23:21
Esta área é da sua especialidade, Ibel. Estou a meter a foice em seara alheia, mas... é uma forma simples de relembrar coisas que não devemos esquecer. Não acha?
Beijinho

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