Sábado, 31 de Janeiro de 2009

DIREITOS E MORAL

 

Os cidadãos – dizia Locke – têm direitos individuais e invioláveis perante os quais qualquer poder é obrigado a deter-se, mesmo o poder legítimo. Os filósofos que renovaram as reflexões sobre os direitos dizem-nos que cada indivíduo tem o seu “espaço moral” dentro do qual é livre de escolher. A finalidade da política é, então, a de defender estes limites contra as invasões por parte dos outros indivíduos mas, sobretudo, por parte do Estado. O conceito de direito foi elaborado sobretudo como defesa contra o Estado totalitário, mas hoje tornou-se importante também como defesa contra a burocracia. Até mesmo o desenvolvimento do Estado social, que assiste aos cidadãos, criou, de facto, novos perigos. O Estado, para satisfazer as suas necessidades, agigantou a burocracia. E esta limita-os, classifica-os, escolhe-os. Domina a sua vida, interfere na sua biografia pessoal. O indivíduo fica diminuído. E nós sabemos que, se se suprimir o indivíduo, suprime-se a moral.
 
**********
 
Quem olha o direito isolando-o da moral, como se fosse auto-suficiente, não apenas tira valor à moral, mas debilita o papel do direito como intérprete da vida moral colectiva.
 
Francesco Alberoni/Salvatore Veca,
O Altruísmo e a Moral
publicado por Elisabete às 21:47
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7 comentários:
De Ibel? a 2 de Fevereiro de 2009 às 16:37
De que estado social se trata? Onde está ele que não o vejo? O que observo é uma montanha extensa de pobreza e miséria de todas as espécies que se erguem para oprimir, oprimir.Mas é prciso RE_SIS_TIR!!!!
De Elisabete a 3 de Fevereiro de 2009 às 11:45
É preciso RESISTIR e mudar de modelo.
Mas como mudar os homens? Sob belas palavras e falsas intenções, esconde-se o egoísmo e a amoralidade daqueles que dizem servir o povo e o país.
O mundo e o país estão doentes, os políticos não têm ideias nem IDEAIS... mas tem de haver uma solução. Que está, obviamente, nas nossas mãos.
Um beijo grande
De Baú a 3 de Fevereiro de 2009 às 13:06
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeita o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o Amor tem asas de ouro. Amén.
(Natália Correia)
De Elisabete a 3 de Fevereiro de 2009 às 18:48
Conheço o lindo poema da Natália.
Quem me dera acreditar nisso tudo! Mas... os tempos vão negros...
Obrigada!
De Baú a 4 de Fevereiro de 2009 às 09:33
Também sei que os tempos vão negros.
Mas, para poder lutar tenho que crer que existem anjos que andam pelo mundo e deuses de um astral mais puro.
De Baú a 4 de Fevereiro de 2009 às 09:55
Também sei que os tempos vão negros.
Mas quero acreditar que os anjos andam pelo mundo
e nos deuses de um astral mais puro.
De Elisabete a 5 de Fevereiro de 2009 às 16:08
Ainda bem, Cartegena! É mais feliz do que eu...
Mas, às vezes, também acredito. De outro modo, já me tinha atirado da ponte.
É bom saber que ainda há quem acredite.

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