Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Estratégias do Vento - IV

 

Nem sempre o vento chicoteia os pomos
Arrepiando a pele dos frutos sasonados,
Nem sempre queima as folhas e as flores
Deixando as raízes nuas descarnadas.
 
Às vezes corre manso pelas messes
Em vagas sucessivas de carícias
Como quem percorre um corpo de mulher
Que oscila e vibra em ondas de volúpia.
 
O vento é neste caso um violino
Percutido pelo arco de um poeta
Que transforma a dor sofrida em alegria.
 
E assim o vento muda a sua forma
De violador de esperanças e de sonhos
E boceja espreguiçado nestes versos.
 
 
 
Manuel Madeira, À Descoberta das Causas

no Sortilégio dos Efeitos [Janeiro-2009]

publicado por Elisabete às 17:13
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4 comentários:
De Ibel a 12 de Fevereiro de 2009 às 18:47
Lindo, lindo! Que musicalidade, amiga.Ainda há quem abra a alma para dizer maravilhas.
Tudo bem?

Beijinho.
De IBEL a 12 de Fevereiro de 2009 às 18:51
Quando o vento é assim um violino
e afaga as brisas da esperança
esquece-se o ardor dos negros muros
e valsa-se o sonho dessa dança.
De Elisabete a 13 de Fevereiro de 2009 às 21:33
Que inveja eu tenho dos poetas!!!...
De Maria a 14 de Fevereiro de 2009 às 19:38
Gostei muito do que vi e principalmente do que li.
Obrigada.
Vou continuar a visitar este espaço.
Força...

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