“O que é que te torna diferente?”
Bosco encolheu os ombros.
“O que é que nos torna diferentes de qualquer outra pessoa?”
“Diz-me tu.”
“Uma marca de finitude”, disse Bosco.
“Não sei se te compreendo.”
“Tu, por exemplo. O que é que fazes da vida?”
Demorei algum tempo a responder.
“Na verdade, grande parte do tempo não faço coisa nenhuma. Às vezes sou escritor. Ou fui escritor. Ou escrevo. Ou costumava escrever.”
“E o que é que faz um escritor?”
Franzi o sobrolho.
“Escreve?”
“Porquê?”
“Porque tem uma pergunta na cabeça para a qual não sabe a resposta.”
“Portanto, tenta dar-lhe resposta, ordenando o mundo com as suas palavras.”
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