Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Memorando da Troika 1

 

Porque não podemos "andar a leste" daquilo que determina a nossa vida, vou publicar, aos poucos, o Programa imposto a Portugal por FMI, UE e BCE. Para ler, reflectir, discutir e aceitar ou rejeitar. Porque isto nos diz respeito e, não sendo economistas, também não somos burros. O texto integral do Memorando foi retirado do blogue: http://aventar.eu/

 

1.  Política orçamental

 

Objectivos:

 

Reduzir o défice do público para menos de10068ME (equivalente a 5.9% do PIB baseados nas projecções correntes) em 2011,7645ME em 2012 (4.5% do PIB) e 5224ME (3% do PIB) em 2013 através de medidas permanentes de alta qualidade e minimizando o impacto da consolidação nos grupos mais vulneráveis; conduzir o rácio de dívida pública sobre o PIB a uma trajectória descendente a partir de 2013; manter a consolidação orçamental
no médio prazo até atingir uma posição orçamental equilibrada; apoiar a competitividade por meio de ajustamentos à estrutura fiscal neutros em termos
de orçamento.

 

Política orçamental em 2011

 

1.1. O Governo conseguirá um défice público inferior a 10068ME em 2011.

1.2. No resto do ano o governo vai implementar rigorosamente a lei do orçamento para 2011 e as medidas de consolidação orçamental adicionais introduzidas antes de Maio de 2011. O progresso será aferido contra os tectos trimestrais (cumulativos) definidos no Memorandum of Economic and Financial Policies (MEFP), incluindo o Technical Memorandum of Understanding (TMU). (3Te4T 2011)

 

Política orçamental em 2012

 

1.3. Com base na proposta que será desenvolvida na primeira auditoria, o orçamento de 2012 vai incluir a recalibração do sistema de impostos, neutra em termos orçamentais, com vista a baixar os custos do trabalho e
aumentar a competitividade (Outubro de 2011).

1.4. O governo atingirá um défice público de não mais de 7645ME em 2012. (4T 2012)

1.5. Ao longo do ano o governo irá, rigorosamente implementar a lei do orçamento para 2012. O progresso será aferido contra os tectos trimestrais (cumulativos) definidos no Memorandum of Economic and Financial Policies (MEFP), incluindo o Technical Memorandum of Understanding (TMU). (1T,2T,3Te4T 2012)

1.6. As medidas seguintes serão definidas
na lei do orçamento de 2012 (4T 2011), a menos que especificado em
contrário:

 

Despesa

 

1.7. Melhorar o funcionamento da administração central, eliminando redundâncias, aumentando a eficiência, reduzindo e eliminando serviços que não representem um uso eficiente do dinheiro público. Isto deve produzir poupanças anuais de pelo menos 500ME. As autoridades portuguesas vão elaborar os planos que serão submetidos a apreciação no 1T 2012. Com este fim, o governo irá:

  1. Reduzir o número de serviços, mantendo a qualidade de provisão;
  2. Criar um único gabinete de impostos, e promover a partilha de serviços entre as diversas partes da administração central;
  3. Reorganizar os municípios e a prestação de serviços da administração central ao nível local;
  4. Fazer a avaliação regular da utilidade, face ao seu custo, dos vários serviços públicos que fazem parte do sector público de acordo com a definição das contas nacionais;
  5. Promover a mobilidade dos trabalhadores nas administrações centrais, regionais e locais;
  6. Reduzir as transferências do estado para organismos públicos e outras entidades;
  7. Rever os sistemas de remunerações e regalias nas entidades públicas e nas entidades que definem de forma independente os seus próprios sistemas de remuneração;
  8. Reduzir os subsídios aos produtores privados de bens e serviços.

1.8. Reduzir os custos na área da educação, com o objectivo de poupar 195 milhões de euros racionalizando a rede escolar através da criação de agrupamentos de escolas, redução das necessidades de pessoal, centralização de aquisições e de redução e racionalização das transferências para escolas particulares com acordos de associação.

1.9. Assegurar que a massa salarial do sector público como percentagem do PIB diminui em 2012 e 2013:

  • Limitar as admissões de novos funcionários na administração pública para se conseguir reduções anuais em 2012 a 2014 de 1% por ano no pessoal da administração central e 2% na administração local e regional;
  • Congelar os salários no sector do governo em termos nominais em 2012 e 2013 e constranger as promoções;
  • Reduzir o custo geral orçamentado dos esquemas de saúde para os empregados do governo (ADSE, ADM e SAD) baixando a contribuição do estado e ajustando a abrangência dos benefícios de saúde, com poupanças de 100ME em 2012.

1.10 – Controlar os custos no sector da saúde com base em medidas detalhadas mais abaixo no item “Sistema de Saúde”, conseguindo poupanças de 550ME;

1.11 – Reduzir as pensões acima de 1500E de acordo com a progressão aplicada aos salários do sector público em Janeiro de 2011 com o objectivo de conseguir poupanças de pelo menos 445ME;

1.12 – Suspender a aplicação de indexação de pensões e congelar as pensões, excepto para as pensões mais baixas, em 2012;

1.13 – Reformar o subsídio de desemprego com base em medidas detalhadas mais abaixo no item “Mercado de trabalho e educação”, produzindo poupanças a médio prazo de 150ME;

1.14 – Reduzir as transferências para as autoridades locais e regionais em pelo menos 175ME com vista a ter também este sector a contribuir para a consolidação orçamental;

1.15 – Reduzir os custos noutros corpos públicos e entidades em pelo menos 110ME;

1.16 – Reduzir os custos em empresas de capitais públicos com o objectivo de poupar pelo menos 550ME, por meio de:

  1. Conseguir uma redução sustentada média dos custos de operação em pelo menos 15%;
  2. Aperto dos esquemas compensatórios e de regalias;
  3. Racionalização dos planos de investimento para o médio prazo;
  4. Aumento das receitas com actividades mercantis.

1.17 – Reduzir de forma permanente as despesas de capital em 500ME através da priorização de projectos de investimento e fazendo um uso mais intenso das oportunidades de financiamento dos fundos estruturais da UE.

 

Receitas

 

1.18 – Aplicação de uma regra de congelamento das despesas fiscais [NT: que correspondem às receitas fiscais que o estado deixa de receber quando é criado um benefício fiscal], bloqueando a criação de novos elementos de despesa fiscal e o aumento dos correntes. Esta regra dever-se-á aplicar a todos os tipos de despesa fiscal, quer de natureza temporária quer permanente, aos níveis central, regional e local.

1.19 – Redução das deduções aos impostos das empresas e dos regimes especiais com um resultado de pelo menos 150ME em 2012. As medidas incluem:

  1. Abolição de todas as taxas reduzidas de imposto sobre empresas;
  2. Limitar as deduções de perdas dos anos anteriores de acordo com a massa tributável e reduzindo o período para os resultados transitados para três anos;
  3. Reduzir deduções fiscais e revogar as isenções subjectivas;
  4. Restringir os benefícios fiscais, nomeadamente aqueles cujo desaparecimento já estava previsto no Estatuto dos Benefícios Fiscais e fortalecendo as regras de tributação para os automóveis das empresas;
  5. Propor emendas para as leis de finanças regionais para limitar a redução do imposto das empresas nas regiões autónomas para um máximo de 20% face às as taxas aplicadas no continente.

1.20 – Redução dos benefícios fiscais e das deduções no IRS, que deverão resultar em pelo menos 150ME em  2012. As medidas incluem:

  1. Restringir os valores máximos de deduções de acordo com o escalão contributivo, com limites mais baixos aplicados aos maiores rendimentos e com zero deduções para o escalão de rendimentos mais elevado;
  2. Aplicar limites máximos a categorias individuais através da (a) introdução de limites nas deduções de despesas de saúde; (b) eliminando a dedução de capital pago numa hipoteca e eliminando progressivamente a dedução de rendas e dos pagamentos de juro de uma hipoteca para casas que sejam primeira habitação; eliminar estas deduções para novas hipotecas (c) através da redução dos itens passíveis de terem deduções ao imposto e revendo a tributação do rendimento em espécie;
  3. Propor emendas às leis de finanças regionais por forma a limitar a redução do IRS nas regiões autónomas a um máximo de 20% face ao imposto aplicado no continente.

1.21 Aplicar IRS a todos os tipos de transferências sociais em dinheiro [a habitação social que é uma transferência em espécie, fica isenta] e assegurar a convergência das deduções de IRS aplicadas às pensões com aquelas aplicadas aos rendimentos do trabalho com o objectivo de conseguir pelo menos 150ME em 2012.

1.22 – Mudanças na tributação da propriedade para conseguir aumentar a receita em pelo menos 250ME através da redução substancial das isenções temporárias para casas ocupadas pelo proprietário. As transferências do governo central para as autarquias serão revistas por forma a assegurar que as receitas adicionais serão usadas exclusivamente para consolidação orçamental.

1.23. Aumentar as receitas do IVA para conseguir pelo menos 410ME para um ano inteiro, por meio de:

  1. Reduzir as Isenções fiscais no IVA;
  2. Mover categorias de bens e serviços dos escalões reduzido e intermédio para os escalões mais altos do IVA;
  3. Propor emendas às leis de finanças regionais por forma a limitar a redução do IVA a um máximo de 20% nas regiões autónomas, face ao aplicado no continente.

1.24 Aumentar os impostos sobre o consumo em 250ME em 2012. Em particular através de:

  1. Aumento do imposto automóvel e redução das isenções;
  2. Aumento dos impostos sobre o tabaco;
  3. Indexar estes impostos à inflação subjacente;
  4. Introduzir impostos sobre o consumo de electricidade de acordo com a directiva da EU 2003/96.

1.25 Aumentar os esforços de combate à evasão fiscal, fraude e informalidade com vista a aumentar a receita em pelo menos 175ME em 2012.

 

Política orçamental em 2013

 

1.26. O governo atingirá um défice público de não mais de 5224ME em 2013. (4T 2013)

1.27. Ao longo do ano o governo irá rigorosamente implementar a lei do orçamento para 2013. O progresso será aferido contra os tectos trimestrais (cumulativos) definidos no Memorandum of Economic and Financial Policies (MEFP), incluindo o Technical Memorandum of Understanding (TMU).(1T,2T,3Te4T 2012)

1.28. As medidas seguintes serão definidas na lei do orçamento de 2013 (4T 2012), a menos que especificado em contrário:

 

Despesa

 

1.29 – Aprofundamento das medidas introduzidas na lei do orçamento de 2012 com vista a diminuir as despesas nas áreas de:

  1. Funcionamento da administração central: 500ME. Planos detalhados serão apresentados e avaliados antes do terceiro trimestre de 2012;
  2. Racionalização da educação e da rede de escolas: 175ME;
  3. Massa Salarial: reduções anuais de 1% por ano no número de funcionários da administração central e de 2% nas administrações regionais e locais;
  4. Sistema de saúde dos funcionários públicos: 100ME;
  5. Sector da saúde: 375ME;
  6. Transferências para as autoridades locais e regionais: 175ME;
  7. Redução dos custos de outros corpos públicos, entidades e empresas de capitais públicos: 175ME;
  8. Despesas de capital: 350ME;
  9. Manter a suspensão das regras de indexação das pensões excepto para as pensões mais baixas em 2013.

1.30. Para além disto, o governo irá aumentar a utilização de comprovação de rendimentos e melhoramento do alvo do apoio social conseguindo uma redução na despesa com benefícios sociais de pelo menos350ME.

 

Receita

 

1.31. Aprofundamento das medidas introduzidas na lei do orçamento de 2012, conduzindo a receitas extras nas áreas seguintes:

  1. Matéria tributável do imposto sobre as empresas e redução dos benefícios e deduções fiscais: 150ME;
  2. Benefícios fiscais e deduções fiscais no IRS: 175ME;
  3. Taxação de todos os tipos de transferências sociais em dinheiro e convergência das deduções sobre o imposto de rendimentos das pensões e do rendimento do trabalho: 150ME;
  4. Impostos sobre o consumo: 150ME.

1.32. Actualização dos valores do imobiliário para efeitos de pagamento de impostos por forma a aumentar a receita em pelo menos 150ME em 2013. As transferências do governo central para as autarquias serão revistas para assegurar que as receitas adicionais serão usadas completamente para consolidação fiscal.

 

Política orçamental em 2014

 

1.33. O governo terá como objectivo ter um défice público de não mais de 4521ME em 1014. As medidas necessárias serão definidas na lei do orçamento de 2014. (4T 2013).

1.34. Ao longo do ano o governo irá, rigorosamente implementar a lei do orçamento para 2013. O progresso será aferido contra os tectos trimestrais (cumulativos) definidos no Memorandum of Economic and Financial Policies (MEFP), incluindo o Technical Memorandum of Understanding (TMU).(1T,2T,3Te4T 2013).

1.35. Com a lei do orçamento de 2014, o governo irá aprofundar as medidas introduzidas em 2012 e 2013 com vista em particular a alargar a base tributável e moderar as despesas primárias por forma a conseguir um decréscimo do rácio de despesa pública no PIB.

 

Notas:

  1. O uso de 1T, 2T, etc., é abreviação de primeiro trimestre, segundo trimestre, etc.
  2. ME é abreviação de milhões de euros.

 

publicado por Elisabete às 16:09
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Que é do FUTURO?

Uma perigosa reaccionária

 

Uma professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa ficou sem a regência de duas cadeiras por ter chumbado mais de 50% dos alunos. O motivo invocado pelo Departamento de Química da Nova para a punição não deixa dúvidas: "Aumento súbito do insucesso escolar". Desde que, no sistema educativo português, foi consagrado entre os direitos, liberdades e garantias fundamentais o direito ao sucesso escolar, quem se meta entre um aluno e o diploma a que tem direito (atrevendo-se, como no caso, a dar notas negativas em exames finais) é culpado do pior dos crimes, o de terrorismo anti-estatístico. Se o futuro licenciado sabe ou não sabe alguma coisa (ler, escrever e contar, por exemplo), é irrelevante; o país, as estatísticas e as caixas dos supermercados precisam de licenciados. Foi isso que a professora da Nova não percebeu. Arreigada a valores reaccionários, achava (onde é que já se viu tal coisa?) que "um aluno só merece 10 valores se adquiriu as competências mínimas nas vertentes teóricas e práticas da disciplina". Campo de reeducação em Ciências da Educação com ela.

 

Manuel António Pina, Por Outras Palavras

Jornal de Notícias [25.AGOSTO.2010]

publicado por Elisabete às 10:24
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Apertar o cinto... PARA QUÊ?

 
Todos sabemos que sobre nós europeus, e portugueses em particular, caiu uma nuvem negra que não tem nada a ver com a nuvem de cinza do vulcão islandês. Parece que estamos à beira do abismo. Impõe-se, por isso, apertar o cinto. Até poderia estar de acordo se... se tivesse a certeza de que isso resolveria alguma coisa.
A experiência obriga-me a desconfiar. A verdade é que há culpados desta situação e, enquanto estes não forem responsabilizados pelos seus actos, não poderá encontrar-se uma solução duradoura.
Os homens que decidem as nossas vidas, os governantes do país e da UE, seguem políticas incorrectas que põem em perigo o futuro de todos e, quando as coisas correm mal, obrigam-nos a pagar o preço da sua incompetência e incapacidade. Ninguém lhes pede contas. Por que carga de água se vão importar com as nossas dificuldades?
Enquanto continuarmos a suportar a impunidade destes senhores, não haverá salvação. E não basta a penalização da falta de confiança traduzida na mudança de voto nas eleições. Se só lhes interessa ganhar eleições à custa da mentira, de remendos pontuais, e não são capazes de perspectivar o longo prazo, vão fazer outra coisa! Quem lhes dá o direito de destruir as nossas vidas e do futuro do país?
A nuvem negra só cai sobre nós enquanto nós deixarmos, enquanto não os obrigarmos a ver que não somos números de uma qualquer estatística, mas homens e mulheres com direito a viver com dignidade e a felicidade possível.
publicado por Elisabete às 15:50
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Sábado, 26 de Setembro de 2009

VOTO ÚTIL? Útil a quem?

 

Mais do mesmo?

  

NÃO, OBRIGADA!

 

 

 

Porque é preciso prender a rédea curta a estes senhores de incompetência demonstrada e que se julgam donos do país, das nossas vidas, e do futuro dos nossos filhos, no próximo domingo vou votar à esquerda.

 

 

publicado por Elisabete às 01:00
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

O objectivo final

 

Escola Pública ou Escola Republicana?
 
Foi com enorme satisfação que vi, nas manifestações e nas greves dos professores, a profusão de cartazes reivindicando a defesa da Escola Pública. E foi com igual satisfação que vi alguns analistas políticos mais perspicazes começarem a aperceber-se que o conflito entre os professores e o Ministério é cada vez menos de ordem laboral e cada vez mais de ordem política.

Nos próximos meses assistiremos a negociações entre o Ministério e os Sindicatos. O que vai estar em cima da mesa vai ser o Estatuto da Carreira Docente, o Modelo de Avaliação e mais um ou outro afloramento do iceberg que calhe estar na ordem do dia. Sobre estes assuntos, cada uma das partes fará muitas cedências, poucas cedências ou nenhumas cedências conforme o poder negocial que tenha na altura. Nada disto é importante.

O que não estará em cima da mesa é a parte submersa do iceberg. E os professores sabem disso. E porque os professores sabem disso, tanto o Ministério, como os sindicatos estão em pânico. Sentados à volta da mesa, não se ouvirão uns aos outros: terão os ouvidos apurados só para os primeiros sinais de que o Comendador de Pedra se prepara para entrar na sala.

Os gatos saíram do saco e ninguém os vai conseguir meter lá outra vez. Os professores portugueses politizaram-se e ninguém os vai despolitizar. Perceberam que estão frente a frente duas concepções de escolas incompatíveis nos seus pressupostos, na sua concepção do humano e acima de tudo nos interesses que servem. De um lado, aquilo que apareceu referido nos cartazes como a Escola Pública e a que os nossos colegas franceses chamam, talvez com mais propriedade, a Escola Republicana, que se define pelo acesso de todos ao melhor que a nossa civilização oferece. Do outro lado, o inimigo: a escola tecno-burocrata, para a qual não há «civilizações», mas sim «economias», e cujo projecto consiste em ensinar uma pequena elite económica, ficando reservado a todos os outros aquilo a que Maria de Lurdes Rodrigues chama «qualificação».

A luta entre os professores o Ministério da Educação é um conflito de culturas e civilizações. Se permitirmos que o Ministério vença, os nossos netos serão selvagens.
 
in As Minhas Leituras
http://legoergosum.blogspot.com/
 
publicado por Elisabete às 16:11
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

E agora?

 

Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

 

Claro que estou satisfeita:

 

- porque é do Partido Democrata, que é um pouco melhor do que o Partido Republicano;

- porque a sua eleição significa o início do sonho de Luther King;

- porque a era Bush terminou, finalmente.

 

Está eleito. E agora?

 

Gostaria de estar optimista, de pensar que os EUA e o Mundo vão mudar de rumo, no sentido da construção de sociedades mais justas, mais humanas e fraternas.

 

Não tenho ilusões, no entanto.

Obama não exercerá o poder sozinho, nem eu acredito em homens providenciais. Não poderá desviar-se muito do padrão americano, se quer viver até ao fim da sua legislatura.

É, sem dúvida, um homem simpático e tem carisma. Terá também a força capaz de mudar a mentalidade americana? Será a conjuntura económico-financeira americana e mundial favorável à mudança?

 

A ver vamos!

 

Quem sabe? A vida, por vezes, surpreende-nos...

 

 

publicado por Elisabete às 12:10
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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Ainda tão longe as portas do futuro...

 

 

O INFANTE


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce,
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

 

Fernando Pessoa, Mensagem

 

publicado por Elisabete às 19:26
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