Domingo, 1 de Novembro de 2009

Três Cantos

Coliseu do Porto com casa cheia e ao rubro

 

 

José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto: juntos no Porto, no Coliseu.
Três cantos diferentes, unidos por um mesmo caminho de comprometimento e fidelidade a um ideal. Hoje como ontem. 
O Porto rendeu-se, ontem à noite, a estes três homens, à sua música, àquilo que significam.
Quanto a mim, há anos que não me sentia assim: uma enorme emoção obrigou-me a recuar no tempo e devolveu-me alguma esperança. Esta é, de facto, a minha gente. A gente que rejeita o conformismo e os homens de sucesso, egoístas e indiferentes. A gente que defende os que dormem na valeta, os que não têm acesso à cultura e a uma vida com dignidade. A gente solidária e generosa com quem sonhei, um dia, transformar o meu país.
Sei que a situação é, hoje, muito diferente. Sei que as pessoas mudaram. Sei que eu própria amadureci e já não acredito em milagres. Mas também sei que enquanto houver alguém que se emociona, canta, vibra e chora em comunhão, nem tudo está perdido. E esta noite foi UM MILAGRE! Recuei trinta anos. Voltei à pureza inicial, ao rio quente da fraternidade, à vontade de não desistir, à certeza de que vale a pena continuar a lutar por aquilo que quero para mim e para os outros. Senti-me viva, verdadeiramente viva, como naqueles dourados tempos de Abril.
Obrigada, Fausto!
Obrigada, Sérgio!
Obrigada, Zé Mário!
Continuaremos juntos a avisar e a animar a malta!

 

música:
publicado por Elisabete às 17:04
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

REVOLTA necessária e possível

 

 

Tenho de confessar que, apesar das muitas tentativas feitas nos últimos meses, não tenho conseguido escrever acerca de Educação ou de Professores.

Depois do acordo, agora recusado pelos Sindicatos, feito com o Ministério da Educação, que mais posso dizer?
 
Os problemas estão mais do que diagnosticados:
 
1. Modelos de avaliação tenebrosos (dos Professores e dos Alunos), impingidos como mezinhas milagreiras, que não vão resolver coisa nenhuma. Pelo contrário, vão impedir o professor de “ser professor”, transformando-o num burocrata infeliz e afogado em papelada inútil.
 
2. Um Ensino sem qualidade, que não preocupa a Ministra nem o Governo. Ter os meninos dentro das Escolas para que as estatísticas (falsificadas por falta de exigência e facilidades várias) mascarem a realidade dum país de analfabetos funcionais, basta-lhes.
 
Para conseguirem mostrar um paraíso irreal e inconsistente, lançaram-se mão de técnicas de marketing várias, como as abundantemente usadas no início do ano lectivo. Distribuem “Magalhães”, afirmam que está tudo “a correr sobre rodas” e o Zé Povinho… acredita.
 
Mas o que verdadeiramente interessa, à D. Maria de Lurdes, é domesticar esses bandidos dos professores. Por isso, quer transformá-los em rebanho, dócil e obediente, de ovelhas patetas e sem miolos que concordem com tudo o que sai dos gabinetes iluminados do ME. Só que os rebanhos têm de ter guias, os cães de fila que os empurrem para o carreiro. Vai daí, inventaram-se os Professores Titulares para fazer esse serviço, ajudados por alguns Executivos que já vão vergando a cerviz. Claro que quem não aceitou o cargo, por não se sentir psicologicamente capaz de aguentar tal desvario, foi punido: não progride na carreira. Acredito que qualquer professor decente (que é sem dúvida a maioria) se sinta infeliz e revoltado por ter de aceitar um cargo que não desejou e a que não reconhece utilidade nem bondade. Infelizmente, há sempre uns quantos videirinhos capazes de tudo para trepar ou ganhar mais uns dinheiritos.
 
Vejam bem a aberração: Nas escolas em que, por qualquer motivo, os lugares de Professor Titular não estão totalmente preenchidos, nomeiam-se Professores que, não apresentando os requisitos necessários, passam, todavia, a auferir de um vencimento mais elevado enquanto durar essa “comissão de serviço”. Já se está a ver aonde isto vai levar…
Nesta fase de restrição de gastos, diminui-se os tempos lectivos das disciplinas, reduz-se o número de professores, mas para cargos dispensáveis e aberrantes o dinheiro aparece. Porque o que é preciso é “avaliar” o trabalho do Professores (mesmo o daqueles que o são há décadas), ao mesmo tempo que se procura desvalorizar a avaliação do trabalho e dos resultados dos alunos.
 
Aumenta-se a escolaridade obrigatória (e querem aumentá-la de mais dois anos), mas isso não significa melhor preparação ou maior grau de instrução dos alunos. As elites formar-se-ão no privado. É o neoliberalismo aplicado à Educação. Será que ainda não se aperceberam da falência do sistema?
 
Para os meus colegas Professores, um apelo:
 
Não podemos deixar que nos transformem em ovelhas ou cães de fila obedientes e acríticos. A Ministra da Educação e seus acólitos do ME não são nem mais instruídos, nem mais cultos e têm, seguramente, menos experiência e conhecimento destas matérias do que nós. Não deixemos que nos inferiorizem, que nos passem atestados de menoridade.
 
A REVOLTA é possível e democrática. É preciso, de uma vez por todas e pelas mais variadas formas, dizer NÃO!
 
P.S. Precisam que lhes lembre a história daquele pai que, estando a morrer, chamou os filhos e os mandou partir um feixe de varas de vime?
 
A UNIÃO FAZ A FORÇA! O povo sabe o que diz.

 

publicado por Elisabete às 16:48
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Sábado, 17 de Maio de 2008

PORQUE DESISTIR É MORRER...

Colegas,

 

Em todas as lutas há avanços e recuos. Há gente que persegue o que é justo e bom  e há, também, os que se juntam para impedir que esse objectivo se concretize.

O Ensino, em Portugal, precisa duma REVOLUÇÃO. Por nós todos, pelo nosso futuro!

Esta hora é de UNIÃO. Sei que há muitos Professores desanimados, tristes, que se sentem traídos. Mas é hora de acordar! Vá lá! Chega de hibernação! Chega de lamentos! Vamos lutar TODOS pelos nossos direitos, pela possibilidade de Portugal sair do limbo em que se encontra. Isso só será possível, através de um Ensino de qualidade na ESCOLA PÚBLICA.

Eu vou lá estar. E tu?

 

 

 

 

publicado por Elisabete às 08:50
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